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Os shopping centers estão ameaçados de extinção?

Os shopping centers estão ameaçados de extinção?

Por que os shopping centers estão ameaçados de extinção e o que o comércio eletrônico tem a ver com isso?

O maior símbolo do capitalismo americano, os shopping centers, estão começando a dar sinais de cansaço e entrando em decadência.

O fenômeno do fechamento de dezenas de shopping centers nos EUA já vem ocorrendo há alguns anos e parece ser um caminho sem volta.

Estranhamente isso vem ocorrendo no país onde eles foram criados e que, ainda tem uma das economias mais fortes e estáveis do mundo e onde o consumismo sempre foi exacerbado.

É verdade que o boom dos shoppings ainda se manifesta em países como a China e a Índia. E até mesmo no Brasil há crescimento: segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).

Mas não há otimismo no setor. Segundo o informativo setorial de shopping centers do Ibope Inteligência, “a taxa média de vacância nos 36 shoppings inaugurados em 2013 foi de 50%, ou seja, de cada duas lojas uma estava fechada por falta de locatário.

O cenário é ainda mais assustador entre os shoppings inaugurados no segundo semestre daquele ano. A taxa média de ocupação em 21 shoppings inaugurados a partir de setembro de 2013 foi de apenas 38%; alguns shoppings inaugurados no último trimestre do ano tiveram taxas de ocupação inferiores a 20%” e este cenário tende a piorar em 2014 e consequentemente em 2015.

Esse início de crise tem inspirado reflexões sobre o modelo de negócio até de quem depende dele — como, por exemplo, a cadeia de lojas Gap, dos Estados Unidos. “Nós já estamos assumindo a decadência dos shoppings. É um modelo de negócio que funcionou durante um curto espaço de tempo”, disse Glenn Murphy, o CEO da Gap, em recente entrevista, referindo-se aos aspectos negativos dos shoppings — estacionamentos lotados, preços e custos elevados, ambiente fechado e concentração de pessoas em áreas reduzidas.

Murphy alerta para uma tendência irreversível: o aumento significativo das compras online. No último trimestre o ano passado, atingiu 6% do total gasto em varejo, praticamente dobrando em relação ao mesmo período de 2006.

Ou seja, já sabíamos que o comércio eletrônico viria pra ficar e que haveria, como realmente está havendo, crescimento continuo e longínquo nas vendas online, mas pensar que isso iria ameaçar a hegemonia dos shoppings centers e até mesmo mudar completamente alguns hábitos de consumo que duraram por décadas, demonstra o quão forte e consistente se tornou o comércio eletrônico em todo mundo.

Na contra mão destes números negativos dos shoppings físicos estão os Marketplaces, como são chamados os shoppings virtuais, como o Mercado Livre, por exemplo. O maior marketplace brasileiro comemora 15 anos de atuação e registra recorde de crescimento, ano após ano.

E não só crescimento em vendas, mas crescimento consistente de novos vendedores, lojistas e compradores, que já são milhões!

Alguns grandes lojistas também se renderam ao poder do Mercado Livre e aderiram ao marketplace, montando suas lojas lá dentro, para poder aproveitar o “trânsito” online dos milhões usuários que compram e vendem diariamente no site.

Fonte: DCM, imagem Flickr

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